quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Espelho


No espelho dessa sociedade que já se perdeu

Enxergam se superiores

Mostram se atores

De uma peça mal terminada

Que não saio dos livros

Mais ronda pelos bancos da cidade

Atravessam avenidas dormem nas calçadas

Iluminam jardins

Ignoram maus olhares

Banham-se de ouro

Mais se vestem de trapos

Vivem em meio ao lixo

São os bandidos soltos no senado

Lugar onde poderia se conter

A maldade que o mundo ainda carrega

E que vai ser passada como herança

Aos filhos desta terra

Que pedem poder

Mais não dão amor

Que fazem com que o ódio se mescle com o rancor

Que impedem o nascer de um novo dia

Mais que ainda iram de ver o espelho

Que ira refletir algo muito mais além

Fará se então presente

A humildade tão pouco falada

Neste mundo de bons cidadões.

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